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domingo, 1 de maio de 2011

Especulações, certezas e eu (Que sou!)

Dizem os cientistas que tudo começou com o Big Bang(Grande explosão), mas para mim, tudo começou a partir do ano de 1986, 12 de Julho para ser mais precisa. O universo pode ter se originado com o Big Bang (Não se sabe ao certo, essa teoria é apenas um paradigma), mas na minha vida, e na vida de cada um de nós, tudo começa quando nascemos, e o meu nascimento em particular representou mais que apenas o começo de uma vida, mas a certeza de que nasci para algum objetivo!

Talvez eu nunca descubra qual o objetivo da minha vida, principalmente se esse objetivo for o de superação.
 Talvez esse objetivo chegue no momento em que eu parar de procurar por ele.
Desde os meus primeiros anos de vida eu já me sentia como um ser diferente dos outro, alguém que tem, que sente, que pensa coisas diferentes, que esse algo particular que carrego pertence só a mim, isso seria o que a psicologia chama de experiência de subjetividade privatizada, mas, mais do que privatizada, eu sentia como se a minha subjetividade estivesse corrompida.
Algumas vezes arrumo algo que me serve de fuga, uma válvula de escape para desabafar o que sinto e até mesmo para por em prática idéias que tenho, como agora estou fazendo, escrevendo um texto que repentinamente me apareceu na cabeça e que mais uma vez me pôs nessa arte que considero tão criativa, a literatura.
Me identifiquei com as letras ainda quando estava no fim do Ensino Fundamental, mas esse amor não se comparava (e até hoje não se compara!) ao amor ardente que senti ao me adentrar nos conhecimentos filosóficos. A Filosofia me ajudou a ter essa "mente para-quedas", a aceitar (ou não) algo de pronto. Me ensinou que sobretudo, podemos não ser livres corporalmente, mas no nosso pensamento ninguém manda!

Hoje me encontro de uma forma que nunca estive antes, não consigo mais estigmatizar as coisas e as pessoas, aprendi a racionalizar as ações da minha vida, a desvantagem é o controle do sentimental. Ou seria uma vantagem posto que isso é apenas uma sutil diferença em uma sociedade onde praticamente tudo se encontra estigmatizado e cheio de pre-conceitos? Se é vantagem ou não caro leitor, eu não sei, mas digo que assim estou me encaminhando.
Geralmente o que sentimos, os bons sentimentos é o que queremos. Se não sinto, não quero. Estou procurando o sentido da minha vida, talvez ele esteja lendo esse texto agora (isso mesmo, o sentido da minha vida), talvez ele nem tenha gostado dessas bobagens que escrevi para desabafar, talvez alguma idéias tenha surgido na cabeça de quem ler isso, talvez você nem goste da palavra "talvez" e só esteja lendo o fim do texto porque achou interessante o começo e quer apenas concluir a leitura, talvez você o tenha achado péssimo e ler até o final será como uma arma para um futuro deboche com as minhas palavras e conseqüentemente para comigo.
Dormi com essas idéias na cabeça, com uma pessoa no meu pensamento e no meu coração, mas antes de dormir, não poderia deixar de refletir, pois se isso um dia cessar em mim penso que estarei morta, e aqui eis o fim! (do texto, não da minha vida).

Um comentário:

  1. Como sempre a Lígia me surpreende pelo lado positivo da palavra!!!
    Merece sempre o meu carinho e admiração...
    adorie o texto e quero continuar a ler algo assim: de bom gosto e com imenso conteúdo!!!

    Parabéns!!
    Ass: do seu amigo Júnior

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